Curiosidades, Verão

3, 2, 1… FELIZ ANO-NOVO

Marque no seu calendário esta curiosidade que a Partiu Ser Nômade trouxe para você

A virada do ano se aproxima. Muitas são as tradições e superstições sobre o momento em que o relógio bate meia-noite do dia 1o. de janeiro. Ano após ano lemos e vemos muitas delas nas revistas, jornais e televisão. Alguns usam roupa branca, outros pulam 7 ondas, outros enviam oferendas a deusa dos mares, Iemanjá. São tantas tradições e superstições que nem nos damos conta de uma coisa: de onde vem a contagem exata do ano?

Calendário Atual

Atualmente seguimos o Calendário Gregoriano para demarcar o ano civil e é o mais utilizado entre os países, incluindo o Brasil, também conhecido como calendário cristão ou ocidental. Seu nome foi em homenagem ao Papa Gregório XIII, que foi quem organizou uma comissão para criação de um novo calendário que corrigisse o até então Calendário Juliano. A ideia era restabelecer um sincronia com o ano solar e ajustar as datas para coincidir com os equinócios e solstícios. Além disso, foram criados uma nova fórmula para calcular os anos bissextos e um novo método para determinar o dia da Páscoa.

O novo calendário foi oficializado em 24 de fevereiro de 1582, porém, demorou para que ele fosse aderido pela maioria dos países. Alemanha e Inglaterra, por exemplo, só aderiram ao calendário depois de 1700. E a Turquia foi o último país a adotá-lo em seu território, em 1927. Hoje ele é adotado como calendário internacional pela ISO 8601.

Trata-se de um calendário solar, baseado no movimento orbital da Terra em torno do Sol. Através de vários estudos chegou-se a conclusão que esta volta contabilizava 365 dias. Além disso, ele possui 12 meses, uns com 30 dias e outros com 31. A exceção fica para fevereiro com 28 dias ou 29 em anos bissextos. Os anos bissextos são múltiplos de 4 ou 400 e não divisíveis por 100.

Ao entrar em vigor, 10 dias do calendário anterior desapareceram. Então o primeiro dia após 4 de outubro de 1582 passou a ser 15 de outubro.

Fala-se também que o calendário não é perfeito e que no ano de 4909 este calendário estará adiantado em 1 dia. Ou seja, tudo bem se você se adiantar alguns minutinhos para comemorar a virada do ano.

Calendários anteriores

Os calendários que antecederam ao Gregoriano foi o Juliano (do ano 46 a.C à 1582 d.C) e os calendários Romanos que datam da fundação de Roma até a entrada em vigor do Juliano.

O Calendário Juliano foi instituído por Júlio César e tinha como objetivo alinhar a contagem do tempo com as estações do ano. Também é um calendário solar e possuía 365 dias e 6 horas. Para contabilizar as 6 horas, a cada 4 anos era somado um dia a mais ao último mês do ano (que era fevereiro), caracterizando-se assim o ano bissexto.

Para mudar do Calendário Romano para o Juliano o ano de 46 a.C teve 455 dias distribuídos em 15 meses. Já imaginaram se esta mudança acontecesse nos dias atuais?

Calendário Chinês

Muito conhecido também e o mais antigo calendário existente é o Chinês. Ele foi criado pelo imperador Huang Di datado entre os anos 2697 a.C e 2597 a.C.

Diferente dos que já falamos é um calendário orientado pelos movimentos da Lua e do Sol e possui 354 dias. A cada 3 anos ele recebe um mês a mais para ajustar o ciclo lunar.

O Calendário Chinês é representado por um animal do zodíaco chinês que corresponde a um ciclo de 12 anos. Diferente do Gregoriano, o Ano-Novo Chinês não tem uma data fixa. E pode acontecer entre os dias 21 de janeiro e 20 de fevereiro do Calendário Gregoriano. Trata-se da primeira Lua Nova dentro deste período.

A China adota o Calendário Gregoriano como oficial, porém mantém o Chinês para definir suas comemorações culturais.

E o fim do Universo?

Muito se falou no Calendário Maia no ano de 2012 especulando-se que por ser um fim de um ciclo, o universo acabaria.

Ele foi criado pela Comunidade Maia por volta do século VI a.C. e combina os calendários cíclicos Tzolkin (Calendário Divino) e o Haab (Calendário Civil).

O Tzolkin possui 260 dias que é uma referencia ao tempo da gestação humana. As semanas duram de 13 e 20 dias e é usado para datas de eventos religiosos.

Haab é um calendário solar que contém 365 dias distribuídos em 18 meses de 20 dias. Os 5 dias que sobram nesta conta são considerados maus e excluídos do calendário. Apesar de considerado pelo calendário solar.

A combinação dos dois calendários são observadas em duas rodas que giram em direções diferentes criando assim 18.980 combinações possíveis de datas em um ciclo de 52 anos.

Junte-se a estes dois, o Calendário de Conta Longa que é utilizado apenas para determinar os ciclos do universo com 2.880.000 dias. Segundo a civilização Maia, ao fim deste ciclo o universo seria destruído e outro nasceria. Este é o motivo que levou a grande especulação sobre o ano de 2012 ser o fim do mundo.

Outros Calendários

Além desses já falados temos ainda o Calendário Judaico que é utilizado por mais de 3 mil anos pelo povo Judeu. Ele é baseado na criação do universo e o surgimento de Adão para contabilizar a passagem dos anos. É um calendário Lunissolar e os meses são contatos pelo intervalo entre duas mudanças de lua e os anos de acordo com os ciclos solares.

Para ajustar a passagem dos anos de acordo com o movimento da Terra ao redor do Sol, os anos no Calendário Judeu podem ter 12 ou 13 meses entre 29 e 30 dias.

Ele é utilizado para fins religiosos e é importante lembrar que o Shabat, que é o dia de sábado para o Povo Judeu, é o dia de descanso da semana e começa no início da noite de sexta-feira e vai até o início da noite de sábado.

Outro importante é o Calendário Islâmico ou Muçulmano baseado na Lua, e ordenado de acordo com as passagens do Alcorão.

O início do tempo é contabilizado pela saída do profeta Maomé da cidade de Meca em direção à Medina em 16 de julho de 622 d.C. E este evento também é utilizado para demarcar o Ano-Novo Islâmico. Ele possui entre 354 e 355 dias e os meses são divididos entre 29 e 30 dias de acordo com as fases da Lua. A Lua Nova determina o início do um mês. Num período de 30 anos são adicionados ao último mês 1 dia a mais onze vezes.

Para eles, o sexto dia da semana é considerado sagrado e reservado à oração. Os dias úteis são equivalentes de domingo a quinta-feira.

Além disso, por se tratar de um calendário Lunar, há uma diferença de 11 dias em relação ao Gregoriano. Então, muitos países islâmicos adotam o Gregoriano para atividades civis e o Islâmico para comemorações religiosas.

Na Etiópia a organização é feita por um calendário próprio, o Etíope. Trata-se de um calendário solar e sua contagem de tempo leva em consideração o movimento da Terra em torno do Sol. Ao todo são 13 meses, 12 com 30 dias e último mês com 5 dias. Assim como no Gregoriano a cada 4 anos há o ano bissexto e este ultimo mês recebe mais um dia.

Como a contagem do ano se dá em setembro e os cálculo são diferentes do Gregoriano, o Calendário Etíope está entre 7 ou 8 anos atrasado em relação a Gregoriano.

Há ainda o Calendário Juche utilizado na Coreia do Norte e proveniente da ideologia política Juche. Esta palavra significa autossuficiência em coreano.

Também é um calendário Solar e sua divisão segue a mesma cronologia do Gregoriano. Mas o ano 1 do calendário é iniciado em 1912, ano em que nasceu o líder e fundador da dinastia Kim II-sung. Por isso, o dia mais importante do calendário é o aniversário dele em 15 de abril, conhecido como o “Dia do Sol”.

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