Carnaval, Covid-19, Pandemia

Carnaval 2022: A Revanche

Uma promessa, uma esperança de dias melhores

Por Tati Lima

O que mais vimos nos últimos dias nas redes sociais foram pessoas lamentando o cancelamento do Carnaval deste ano. Vimos pessoas reinventando a festa em casa e vimos artistas completamente transtornados com a situação em que a pandemia nos levou.

A essência do Carnaval

E por mais que pareça uma inquietude desproporcional das pessoas em face de tantas mortes que vivemos ao longo do último ano, o Carnaval tem em sua essência uma carga de alegria, uma carga de suspiro, de brincadeira. Uma tentativa insistente de levar a tristeza embora e tornar os dias menos pesado. E não seria exatamente isso que estaríamos precisando depois de um ano tão insano como o que estamos vivendo?

Além disso, o Carnaval representa para o Brasil o sustento anual da família, o projeto empresarial, a renda extra, a união de uma comunidade. Significados tão intensos e segundo o qual estamos tão sedentos por eles.

O Brasil carrega a marca de país do Carnaval, o país das festas, do samba, da alegria; uma bandeira quase tão pesada quanto nossa paixão pelo futebol e pelas Copas do Mundo. Não poder erguer esta flâmula este ano, deixou muitos corações feridos. Um dos poucos orgulhos e paixões nacionais em um país com tantos problemas sociais, econômicos e políticos.

Carnaval sinônimo de comida no prato

E aqui, pedimos licença aos que, por um motivo ou outro, não gostam da festa. A Partiu Ser Nômade respeita todos os gostos e incentivamos a liberdade de expressão. Mas o Carnaval pode significar sim, uma gota de alegria àqueles que perderam pessoas, que enfrentam dificuldades financeiras, que trabalham absurdamente para um retorno pífio.

Segundo site do Governo Brasileiro (governo.gov.br) no ano de 2020 o Carnaval atingiu mais um recorde de público. Somente em Olinda (PE), Recife (PE) e Salvador (BA), 22,1 milhões de pessoas. No Rio de Janeiro (RJ) 6,4 milhões de foliões participaram de blocos e desfiles. Em São Paulo, segundo site da prefeitura da Capital, somente o Carnaval de rua e os desfiles movimentaram certa de R$ 3 bilhões de reais.

Em um país onde, segundo IBGE em 2019, quase 52 milhões de pessoas vivem na pobreza e mais de 13 milhões na extrema pobreza, o Carnaval pode, sim, se tornar uma oportunidade de amenizar a situação que seja por um curto período de tempo.

Ainda assim, estes números estão em confronto direto com os quase 240 mil mortos somente no Brasil decorrentes do coronavírus desde que a pandemia começou. E numa tentativa desesperada para conter o avanço da doença, sobretudo com a nova cepa, o governo se viu obrigado a cancelar o evento.

Um outro olhar sobre o cancelamento

Não vamos aqui gerar uma discussão política. Não é este o objetivo. Mas, assim como todas as outras vezes, a Partiu Ser Nômade resolve ir em busca de positividade em meio ao caos. Somos incansáveis nesta arte. Então, resolvemos pesquisar quais situações o país já viveu que levou a uma decisão tão extrema.

Então nos deparamos com a história da pandemia pela Gripe Espanhola em 1918 que matou cerca de 50 milhões de pessoas pelo mundo. Segundo relatos, uma busca incansável de um acerto de contas com o pesadelo vivido, tornou o Carnaval de 1919 um grito de revanche e tornou o que muitos jornais noticiaram como sendo maior Carnaval de todos os tempos, ou como estampado na primeira página do jornal Gazeta de Noticias “O Carnaval Triumphante” de 2 de março de 1919.

Um Convite: esperança

Ao ler toda a situação vivida em 1918 e imaginarmos o quão difícil deve também ter sido, sobretudo onde as fontes de informações eram naturalmente mais escassas em comparação com os dias atuais, e onde as pesquisas científicas também não tinham disponível as tecnologias que hoje temos e que foram capazes de em menos de um ano desenvolver, não só uma como, várias frentes de vacina contra o coronavirus; somos capazes de entender o grito de alegria que estava engasgado na garganta de tantos brasileiros.

E neste sentido a história se confunde com a atual. Estamos todos engasgados com este momento. Estamos todos com os sentimentos revirados, angustiados, cansados, muitos arrasados com a perda de um ou mais familiar ou amigo. E o cancelamento do Carnaval somente chancelou todo este sentimento.

Mas diz o pensamento do famoso filósofo Friendrich Nietzsche “o que não me faz morrer, me fortalece” ou mais popularmente falado “o que não me mata, me fortalece” deve balizar a todos neste ano que começou a pouco mais de 1 mês e meio. É nesse sentindo que devemos todos caminhar para transformar o Carnaval de 2022, ao menos aos que gostam e curtem, em um evento incrível. Aquele que irá ecoar pelos quatro cantos do mundo levando um pouco de alegria e suspiro a tantas pessoas sufocadas pelo medo, pela tristeza e pela angustia.

Temos um ano para unir todas as forças, todas as frentes, todo o grito e canções engasgadas na garganta e transformar o Carnaval não somente na festa da alegria e da fantasia, mas também na festa onde finalmente colocaremos um ponto final nesta pandemia. Será como um desfecho, tendo em mente que a maioria das pessoas do mundo já estará vacinada e a doença já não produzirá efeitos tão maléficos como nos dias atuais.

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E nesta vibração de positividade e de esperança que a Partiu convida vocês e conhecer nossos produtos e sobretudo nossa história para que você entenda a essência do que nos move. Esperamos que você também fique contagiado e venha fazer parte desta família.

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Fontes:

https://www.gov.br/pt-br/noticias/viagens-e-turismo/2020/02/carnaval-brasileiro-bate-recorde-de-publico-em-2020

http://www.capital.sp.gov.br/noticia/carnaval-de-rua-2020-movimenta-r-2-75-bilhoes-em-sao-paulo

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