Série Partiu Mundo, Vida no exterior

Pontos positivos e negativos de imigrar

O sonho de morar fora do Brasil e a realidade de quem vive a experiência

De um lado o sonho ou o desejo de muitos… Por outro a realidade de quem imigra, as dificuldades, a experiência concreta de viver em outro país.

Não é preciso de estatísticas requintadas para perceber que o processo de imigração vem crescendo ano após ano entre os brasileiros.

Mas um fato é inegável: o caminho para o sonho se tornar realidade é desafiador e muitas vezes quase impossível para alguns.

Esta semana a Partiu conversou com Carolina Luz, estilista e cantora, que mora atualmente em Munique, na Alemanha, com o marido e a filha de 1 ano. Ela nos contou um pouco da sua experiência e os pontos positivos e negativos de imigrar segundo a sua vivência.

Carolina Luz conta que ela e o marido já estavam em busca de uma qualidade de vida melhor. “Não era só uma questão financeira. Ser mais livre, passear e a questão da segurança, tudo isso motivou meu marido a procurar vaga de emprego fora do Brasil”.

O primeiro impacto

Aquela visão romanceada que vemos em filmes parece ser um dos primeiros ciclos de toda etapa de quem imigra. Mas não se anime tanto. Este é um dos ciclos mais curtos.

Como Carolina avalia, a primeira vez que pisou na Alemanha foi para a entrevista de emprego do marido. “O primeiro impacto foi turístico, feliz da vida. A ficha vai caindo. Então, tem uma queda e depois as coisas vão melhorando”.

E neste processo até melhorar, muitos não dão conta. E é normal. Não é fácil se reinventar em todo este processo. “Você sabe que vai ter uma mudança. Mas não ter amigos, não ter a família, não ter o trabalho e ter que se reinventar é um negócio complicado e que abala. Até você se acostumar com a cultura, a língua, leva bastante tempo”, comenta Carolina.

Um looping ou uma avalanche?

Apesar do desejo de mudar ser algo latente em algumas pessoas, muitos não esperam que as coisas podem acontecer de uma hora para a outra. Ainda que se pesquise e busque vagas de emprego, na hora do “está na hora de ir” os desafios já se iniciam.

A etapa burocrática de documentos pode ser rápida ou levar meses. Dependendo do emprego, o reconhecimento de diplomas e a expedição do visto de trabalho pode demorar alguns meses ou ser mais rápido do que se imagina.

Mas na hora que tudo está na mão e é preciso realmente marcar a data de ida, parece sempre pouco tempo para tantas definições.

“Foi tudo muito repentino. O pior para mim foi no Brasil. A gente teve 3 meses para mudar”. De venda de móveis e automóvel até a empresa, Carolina conta que se pudesse teria feito com calma. Teria feito um curso de alemão. Mas assim como a grande maioria, não foi possível. Afinal, racionalmente ninguém desfaz de tudo para uma possibilidade que pode ou não acontecer.

Pontos positivos de morar no exterior

Passado os primeiros desafios e iniciado o processo de adaptação, é possível começar avaliar os benefícios de se morar fora. Carolina avalia que segurança, transporte público, os parques, a liberdade que as crianças têm, o governo e a organização são os grandes benefícios. Além disso, ela pontua que o poder aquisitivo aumenta, pois as coisas são mais acessíveis. A possibilidade de viajar também por morar em uma cidade que é perto de outros lugares de fácil acesso é um grande benefício.

Pontos negativos de morar no exterior

Mas morar fora também tem seus pontos negativos. Carolina diz que, como pontos negativos, aprender uma nova língua, uma nova cultura e conseguir se adaptar a tudo isso é preciso estar aberto a viver esta experiência. “A comida faz falta, a cultura, ir ao cinema no seu idioma, ir na padaria, encontrar pessoas que você conhece a muitos tempo. As pequenas coisas que mais fazem falta”. 

E são justamente estes pequenos acontecimentos do dia-a-dia, que passam batido por nós, que nos dão a sensação de pertencimento, e que se perde completamente ao imigrar. É preciso todo um processo de reconstrução e descoberta para que esta sensação retorne para parâmetros minimamente confortáveis.

E se puder dar um conselho…

Então, a visão romanceada de filme “água com açúcar” é preferível deixar de lado. No processo de imigração é preciso ter “pé no chão” e mente e coração abertos para o novo.

Além disso, Carolina diz que a vida continua com problemas normais. O que para ela fez diferença é que, desde então, ela tem mais condições de ter a mente tranquila, pelo menos no fim de semana. “Não é um processo fácil. Não é um processo gostoso, como muita gente pensa. A gente pensa que tudo no Brasil é ruim e quando a gente chega em outro país desconstrói muitas coisas. Todos os lugares tem defeitos e qualidade. O importante é pesar o que é melhor para si e vir com a cabeça aberta”.

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