Doom Spending: Um Alerta para Finanças Pessoais

Escrito por: Anderson Azevedo

A falta de educação financeira no sistema educacional dos Estados Unidos deu origem a uma geração que busca orientação financeira por meios não convencionais, muitas vezes recorrendo a plataformas de mídia social como o TikTok. A Geração Z, sobrecarregada por desafios econômicos, criou um vocabulário único para descrever suas experiências financeiras, desde o “loud budgeting” até o intrigante fenômeno do “doom spending”.

O Surgimento do Vernáculo Financeiro da Geração Z:

  1. O Vazio da Educação Financeira: A deficiência na educação financeira levou 79% dos americanos com idades entre 18 e 41 anos a buscar conselhos financeiros em plataformas de mídia social, com o TikTok emergindo como um centro de lições de finanças pessoais.
  2. Reivindicando a Finança com Termos Virais: A Geração Z redefiniu a gestão do dinheiro com termos como “loud budgeting”, “soft spending” e “cash stuffing”, injetando um senso de brincadeira no tradicionalmente árido assunto das finanças.

Explorando o ‘Loud Budgeting’ e Suas Origens:

  1. O Nascimento do “Loud Budgeting”: Cunhado pelo comediante do TikTok Lukas Battle, o “loud budgeting” ganhou popularidade como uma estratégia financeira que enfatiza compartilhar aspirações financeiras abertamente e sem desculpas.
  2. Estética da Recessão: O conceito de “loud budgeting” desafia as noções tradicionais de gastos, transformando a frugalidade em uma tendência elegante, especialmente em tempos de incerteza econômica.

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A Tentação do ‘Doom Spending’:

  1. Mecanismo de Enfrentamento ou Tendência Não Saudável: Com 43% dos millennials e 35% da Geração Z envolvidos no “doom spending”, essas gerações recorrem a compras de luxo como uma forma de escapismo diante dos desafios econômicos.
  2. Realização Imediata em Bens de Luxo: As gerações mais jovens justificam seus gastos em itens de alta qualidade como uma resposta à percepção de inatingibilidade de marcos tradicionais da vida adulta, como possuir propriedades ou ter estabilidade financeira.

Explorando Abordagens Financeiras Alternativas:

  1. Soft Savings como Estilo de Vida: Como um desdobramento da moda “soft life”, o “soft savings” preconiza o uso das finanças para melhorar a qualidade de vida, enfatizando experiências em vez de acumulação de riqueza.
  2. Cash Stuffing e Finanças Tangíveis: A prática do “cash stuffing” envolve a alocação física de dinheiro para diferentes despesas, proporcionando uma abordagem tangível para o orçamento que alguns argumentam ser mais eficaz do que métodos digitais.

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Money Dysmorphia: Uma Realidade Financeira Distorcida:

  1. Do Corpo às Finanças: Estabelecendo paralelos com a dismorfia corporal, “money dysmorphia” lança luz sobre as percepções financeiras distorcidas, especialmente entre indivíduos mais ricos que podem se perceber como financeiramente desfavorecidos.
  2. Privilégio e Dificuldades Financeiras: Apesar de ganharem seis dígitos, metade desses indivíduos admite viver de salário em salário, revelando a prevalência de desafios financeiros mesmo entre os privilegiados.

Enquanto o vernáculo financeiro da Geração Z adiciona um toque de criatividade e humor ao sério tema da gestão do dinheiro, ele destaca a urgência de uma educação financeira abrangente. À medida que tendências como “loud budgeting” e “doom spending” ganham popularidade, fica evidente que uma compreensão mais profunda das finanças pessoais é essencial para navegar pelo complexo cenário econômico.

Perguntas Frequentes

O que é Doom Spending?

Doom Spending, ou “gastos apocalípticos” em português, é um termo que descreve a tendência de gastar dinheiro excessivamente em resposta ao estresse e ansiedade causados por eventos negativos, como crises econômicas, desastres naturais ou pandemias.

Como se manifesta:

  • Compras impulsivas: Pessoas que praticam doom spending tendem a comprar coisas que não precisam ou não podem pagar, buscando um alívio momentâneo para o estresse.
  • Priorização do presente: Há uma maior propensão a gastar no presente do que poupar para o futuro, que parece incerto e ameaçador.
  • Escapes luxuosos: Viagens caras, experiências extravagantes e outros prazeres momentâneos podem ser utilizados como forma de fuga da realidade.

Motivações:

  • Ansiedade: Diante de um futuro incerto e de notícias preocupantes, o consumo pode ser uma forma de lidar com o medo e a ansiedade.
  • Falta de controle: O doom spending pode ser uma forma de tentar exercer controle sobre algo em um momento em que a vida parece fora de controle.
  • Tédio e isolamento: Em situações de isolamento social, como durante a pandemia, as compras online podem se tornar uma forma de entretenimento e escape.

Consequências:

  • Dívidas: O doom spending pode levar ao acúmulo de dívidas, o que pode agravar a situação financeira a longo prazo.
  • Estresse: A culpa e o arrependimento pelas compras impulsivas podem aumentar o estresse e a ansiedade.
  • Impacto nas metas: O dinheiro gasto em compras impulsivas pode faltar para alcançar metas importantes, como comprar uma casa ou se aposentar.

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Como evitar o Doom Spending:

  • Conscientização: Reconhecer que o consumo excessivo pode ser um problema é o primeiro passo para evitá-lo.
  • Planejamento financeiro: Criar um orçamento e controlar seus gastos pode ajudar a evitar compras impulsivas.
  • Gerenciamento do estresse: Encontrar maneiras saudáveis de lidar com o estresse e a ansiedade, como exercícios físicos, meditação ou terapia, pode reduzir a necessidade de buscar alívio nas compras.
  • Priorização das metas: Ter metas financeiras claras e definidas pode ajudar você a manter o foco e evitar gastar dinheiro em coisas que não são importantes.

Lembre-se: O doom spending é um problema real que pode ter consequências negativas para sua saúde financeira e mental. Se você está se sentindo ansioso ou estressado, procure ajuda profissional e explore formas mais saudáveis de lidar com essas emoções.

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